quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tipo assim, sem saco...


Hoje eu acordei sem vontade de ser sociável. Chega de dar bom dia pra quem não queremos cumprimentar, não vou ser simpática no orkut e nem te adicionar no msn, tá legal?

Engraçado como as coisas mudam quando você tem 18 anos e um rostinho bonitinho, de repente as pessoas mais inesperadas passam a te achar interessante, inteligente, madura, que tem um papo legal... tudo conversa furada, como já diria um grande amigo, no fundo "eles só querem te comer" e cara, de verdade, comigo o negócio é diferente, tá? Sou novinha, mas não sou idiotinha, não mesmo!alias, nenhuma mulher é, no fundo a gente sempre sabe de tudo. A ingenuidade sempre acaba na primeira decepção amorosa, e de lá pra cá passamos a desconfiar de cada olhar...

Isso não é uma indireta específica, mas um alerta para todos os caras que pensam que as meninas são bobinhas, os bobões da história são vocês!


domingo, 15 de março de 2009

Saudades



Só enquanto eu respirar eu vou lembrar de vocês, e a cada vitória, a cada derrota, eu prometo pensar em vocês. Todos os dias da minha vida, vózinha, eu prometo sentir falta da sua coxinha e so ovinho estalado na manteiga, vô eu prometo escutar todos os dias vc falando "quem são essas crianças Má" e rir daquele jeitinho engraçado que só você tinha de coçar a orelha.
Eu prometo continuar tudo o que vocês começaram aqui e prometo zelar pela integridade e felicidade da nossa família, prometo ajudar um velhinho atravessar a rua como se fosse um de vocês; prometo que jamais, nem por um segundo da minha existência deixarei de amar vocês.
Vocês fazem uma falta tremenda na minha vida e se eu pudesse fazer um único desejo agora, desejaria estar com vocês!
aonde quer que vocês estejam, espero que estejam bem!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Eles já sabiam...


O fragmento a seguir é parte de uma reportagem da revista Carta Capital do mês de fevereiro. A reportagem fala sobre a visita de Darwin ao Brasil em 1832, as palavras a seguir foram tiradas de seu diário de viagem:


"Não importa o tamanho das acusações que possam existir contra um homem de posses, é seguro que em pouco tempo ele estará livre. Todos aqui podem ser subordinados. Um homem pode tornar-se marujo ou médico, assumir qualquer outra profissão, se puder pagar o suficiente (...) satisfeitos com suas personalidades e seus hábito respondem a todos comentários perguntando 'porque não podemos fazer como fizeram nossos antepassados antes de nós?'"


Quase 200 anos se passaram e tudo que foi dito se enquadra perfeitamente em nossa sociedade.


Não sei o que é mais difícil de analisar a minha vida privada ou o mundo em que vivo...

é, a parada tá feia!... depressão pós folia e tudo bem brasileiro!

sábado, 31 de janeiro de 2009

Partículas.

A cortina se fechou.
O espetáculo acabou,
Sem príncipe, sem beijo, sem sapo,
sem final feliz.

Apenas ela ali,
Invisível aos olhos humanos,
olhando as cadeiras vazias,
sentindo o sabor amargo de uma vida sem amor
Palco, cadeiras, cortinas, Gritos.

As paredes acolchoadas abafam seu grito ensurdecedor
Ali, sozinha, distante, presa onde ninguém pode ouvir
Ela não gostava mais de conto de fadas,
mas esperava ansiosamente pelo príncipe,
a luta pelo bem e o mal, o céu estrelado, as vestes reais...
e ela esperou, esperou...

E como já a advertiam,
nada disso jamais apareceu,
as pessoas não eram boas nem ruins, apenas indiferentes.
O céu era sempre o mesmo, e nem mesmo o sapo jamais apareceu...
Era a hora de crescer,
Levantar a cabeça e perceber que ela estava só
e agora caberia apenas a ela mesma encontrar sua felicidade.

(Fernanda Novaes Cruz)

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sem assunto...

Nada de textos antigos ou protestos neste texto, vou falar um pouco, bem, não sei de que...
Consegui um estágio, estou feliz por isso, vou entrar no time dos milhões de semi-escravizados do mundo (tá bom, parei, este texto não terá um fundo social!) enfim, estou empolgada, acho que vai ser legal pra eu conhecer um pouco mais do campo prático das Ciências Sociais. Por falar nisso, estou cada dia mais empolgada com o curso, mas lá dentro de mim ainda mora uma jornalista em potencial louca para vir ao mundo... Acho que seria legal uma Cientista social jornalista ou uma jornalista cientista social, acho que tem tudo a ver.
O ano já tá quase acabando e passou muito depressa, essa é a frase que eu mais ouço nessa época do ano, mas engraçado que pensando tudo que aconteceu esse ano, parece bem mais do que trezentos e alguns dias. Lugares novos, pessoas novas, pensamentos novos, tudo ou quase tudo novo.
Engraçado como esse blog me dá prazer, me sinto meio cdf demais falando isso, enquanto as pessoas normais sentem prazer em dançar, tocar um instrumento, jogar bola e afins... eu sentir prazer em escrever sobre nada pra ninguém é meio bizarro, mas enquanto não encontro um hobby mais emocionante eu fico com esse mesmo, tá legal...

;)

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Texto de Despedida do Terceirão Dez/2007


Não quero levar para mim os momentos tristes, como o dessa despedida. Quero levar imagens como o inusitado banho de piscina, a gente pulando molhado pelo corredor do colégio, as inúmeras vezes que o Marcelo foi abençoado...Quero lembrar da nossa cara de pânico quando o Beethowen disse que precisava justificar os cálculos da prova final.
Afinal de pessoas como vocês só podem se esperar coisas bonitas e felizes pra contar.
Nem todos foram amigos de finais de semana. Alguns nunca os vi depois do meio dia, mas mesmo assim formamos a nossa família. Não aquela família que almoça junto de domingo, mas aquela que sempre está ali ao seu lado, que topa qualquer parada e forma um todo. Aquela família que nem sempre é perfeita, mas que o amor é maior que qualquer diferença.
Quando olho pra esta situação penso o quanto é difícil aceitar que pode ser que tudo acabe no final desse discurso ou se transforme em apenas um retrato no corredor escuro, dói.
Mas não desejo isso, afinal amigos pode ser que um dia se desencontrem, mas uma família, nunca se perde no tempo, nem que se encontrem somente uma vez por ano e não acompanhem todos os passos uns dos outros, continua sendo uma família.
Não fomos a turma mais estudiosa do colégio, pelo contrário, eram raras as vezes que conseguíamos assistir uma aula inteira sem uma lição de moral. Certamente deixamos de aprender muitas matérias acadêmicas. Porém, juntos aprendemos lições muito mais importantes do que equilíbrio químico ou função exponencial; aprendemos a dar valor em um amigo e conviver com as diferenças.
Amigos, colegas, irmãos, enfim vencemos. Não vamos ter mais que acordar cedo ou assistir aquela aula que a gente detestava,pois é acabou. Certamente o lugar físico da família Terceirão será novamente ocupado.Daqui 6 meses não existirão mais massinhas no teto ou armários clandestinos, os rostos também não serão mais o mesmo. Mas de uma coisa eu tenho certeza, deixaremos saudades. Sentiremos saudades também, saudades de tudo que vivemos aqui e principalmente de todos que deixaremos aqui.
Família Terceirão, até breve.Muita paz, amor e sucesso na caminhada de vocês.Amo vocês.


Quase um ano já passou e saudades enormes vcs deixaram em mim

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

sensações!

Tenho olhado a paisagem em volta. Milhares de pensamentos borbulhando dentro da cabeça. E logo estarei lá, de volta, onde tudo começou.
Nem todas as pessoas serão as mesmas, umas se foram, outras chegaram. Das que se foram, sei que muitas jamais voltarei a vê-las; é estranho, apesar disso elas permanecem dentro de mim; forte, tão forte como uma sensação boa que posso sentir em todas as partes do meu corpo. Há ainda as pessoas que chegaram; aquelas que ainda ocupam pequenos espaços nas minhas lembranças, porém já são dignas de minha admiração. Destas, não quero pensar em lembranças; quero deixar minha mente livre para que as coisas caminhem da maneira mais serena possível.
Além das pessoas, o lugar já não é mais o mesmo, as bonecas e infantices deram lugar a sapatos e maquiagem; os riscos de giz de cera na parede foram cobertos por uma camada leva de tinta clara e a tinta não é mais côr de rosa.
Eu também não sou mais a mesma, dezoito anos se passaram e muitos pensamentos mudaram.
Quem diria quealgum dia eu estaria aqui, onde estou agora, felicidade! No fundo, acho que fiz as escolhas certas e se não fiz, mesmo assim estou feliz com a vida que levei até aqui e que pretendo levar durante os outros anos que a vida me der.
Estou cada vez mais próxima; e a medida que diminuem os quilômetros que nos separam, aumenta a inquietação. Como será que eles estão? O que eles vão achar? Será que vão dizer que eu cresci, ou talvez não digam nada; talvez eles apenas me abracem forte em um silêncio aconchegante. De repente, essa hora não precisará de palavras, tudo poderá ser dito no silêncio de um olhar. E quanto as sensações? Ah! as sensações me arrepio de pensar nelas. Não sei dizer ao certo quais serão, mas certamente serão profundas.
Talvez esse momento não tenha tanto valor; mas pra mim, agora é a coisa mais importante, nem que o seja por cinco minutos.
Cada vez mais perto. Angústia, medo, curiosidade; parece uma luta das minhas emoções contra minhas limitações físicas.Porque não podemos estar a toda hora em todos os lugares? Porque temos que ficar longe de quem a gente gosta e porque quem a gente gosta as vezes vai embora? Sim, eu sei é para crescer.Mas crescer as vezes dói. Mas é dor uma gostosa, pq ela me remete a superação. Crescer é superar limites, é ir além de onde a gente imagina que pode chegar.
Não, não sou crescida e acho que nem quero ser, eu gosto da ação crescer; eu gosto de estar longe, gosto de oder caminhar com as minhas pernas e de alcançar o que eu almejo com as minhas mãos. Isso é o que me traz felicidade, se não fosse assim hoje seria uma simples volta para casa e não o momento mais especial da minha vida hoje.

Fernanda Novaes Cruz, 23/10/2008 19:33
(escrito no ônibus indo pra sjc)